segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Business Time

Salve, Salve.

Agora o 115dB tá modernoso e tem Podcast. Aliás, provavelmente a maioria das coisas virá em forma de podcast agora, a não ser que a situação peça um bom texto. Pra ouvir, basta clicar no Play ai embaixo, e à medida que formos acumulando, teremos nosso podcast player ao lado. Ai é só clicar em menu e escolher o episódio.

Nesse primeiro, explico o porquê de tudo isso, e falo de Flight of the Conchords.

Abraço!

Sugestão de playlist:

1. Bina & Ehud -
Forró no Harlem
2. Bob Seger - Her Strut
3. Flight of the Conchords - Robots
4. Motocontínuo - As Maravilhas da Cidade Grande
5. Ram Jam - Black Betty


terça-feira, 28 de julho de 2009

Reativando

Opa!

Depois de mais de 6 meses fora do ar, tá na hora de reativar isso aqui. Muito aconteceu nesse meio tempo. Descobri uns sons bons, sai e voltei de SP, teve gente indo pra fora também, e com certeza dá pra aproveitar o que acumlamos de lá pra cá. De antemão já aviso que vamos falar de Buffalo Springfield, Flight of the Conchords, Bina & Ehud, e por ai vai. Sugestões são sempre bem-vindas também.

Stay Tuned!

Abraço!

Sugestão de playlist:

1. Bina & Ehud -
Lamento Sertanejo
2. Buffalo Springfield - Rock n' roll Woman
3. Freddie King - Goin' Down
4. Judas Priest - You've got another thing coming.
5. Slayer - Raining Blood

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ok, ok... I'll lick your legs.

Boa tarde.

Me deparei hoje com um re-convite para fazer parte desse blog que tanto traz coisas boas aos seus leitores. Escrevi algo aqui a muito tempo atrás, e (digo isso com vergonha) não mais trouxe algo de útil para cá. Obviamente eu dei uma "folheada" no blog antes de postar alguma coisa, pois queria trazer algo de novo (não necessariamente atual) para vossas caixas cranianas. Foi então que eu me deparei com uma citação sobre uma inglesa que participara das famosas "Desert Sessions". Acontece que essa "fish n' chips eater" está vitalícia no meu playlist, atormentando minha mente e trazendo muitas boas influências para mim.

Falemos então de PJ Harvey: Polly Jean Harvey, nasceu na Inglaterra e parou de crescer cedo. É um toco. Porém, seus poucos centímetros não são tão aparentes quando ela faz o que lhe foi incumbido: cantar. Seu primeiro álbum (Dry, 1992) se compõe de músicas densas, com temáticas pesadas. Recomendo.

Com um total de 7 álbuns de estúdio lançados, PJ parece não gostar muito de estereótipos e rótulos. Desde Dry, até seu último lançado em 2007, Harvey apresentou dezenas de sonoridades, timbres, vozes e intenções diferentes. Quer algo pesado? Ok, ouça Uh huh her de 2004. Entendi, você precisa sentar e ter espasmos nervosos e musculares: Nada melhor do que White Chalk (o último) na íntegra, onde ela realiza experiências sonoras jamais vistas em sua carreira. Ou, se ainda não se convenceu e está em busca de um álbum que mude a sua vida, recomendo Stories from the City, stories from the Sea (2000). Nesse álbum, nossa querida e tipicamente britânica se inspira em toda sua experiência nos Estados Unidos, especialmente em NY. É uma obra-prima. Com um destaque à música This Mess We're in com a participação de ninguém menos que Thom Yorke.

Infelizmente não posso disponibilizar os links dos álbuns dela porquê estou no trabalho, e aqui temos muitas restrições virtuais (imaginem só: não posso sequer me atualizar no Sandrinha, como faço há anos!), mas deixo a dica: No Orkut, acessem a comunidade DISCOGRAFIAS. É o paraíso. Vocês hão de encontrar tudo o que quiserem dela, e de qualquer outro artista, basta ir na opção "buscar tópicos" ou algo assim.

Deixo aqui algumas sugestões de músicas da moça:

Kamikaze - Stories from the City, stories from the Sea (2000)
Dress - Dry (1992)
Grow grow grow - White Chalk (2007)
The Letter - Uh Huh Her (2004)
To Bring you My Love - Álbum homônimo (1995)
Rid of Me - Álbum homônimo (1993)


Mas não parem por aí.

Um beijo a todos vocês.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

From the South...

Hola que tal?
Pedimos desculpas aos companheiros leitores, pois os deixamos na mão durante esse intenso mês de Novembro.
Here we go...


Quando Eric Clapton conheceu Duane Allman, ele disse algo como: “Duane é uma alma solitária. Um Deus da guitarra!”. Tanto disse, que os dois tocaram juntos em praticamente todo o disco “Layla and Other Assorted Love Songs”, do Derek and the Dominoes. Os dois se conheceram por intermédio de Tom Dowd, produtor de ambos, que levou Clapton ao show dos Allman Brothers em Miami. Quando Duane avistou Clapton na platéia, ele congelou, estourou uma corda e ficou paralisado, restando a Dickey Betts continuar o solo interrompido. Após o show, Clapton o convidou a se juntar ao Derek and the Dominoes nas sessões de gravação. Duane acabou exercendo um papel fundamental no disco, gravando quase todas as canções.


The Allman Brothers Band surgiram no final da década de ‘60 no Estado da Geórgia, Sul dos EUA. São considerados os arquitetos do estilo Southern Rock, que consiste na mistura no Rock’n Roll com o country e o blues. Além desses gêneros, eles ainda incluíram o Jazz à mistura, o que talvez tenha dado o toque especial ao som dos Allman Brothers. A banda era formada originalmente pelo vocalista e organista Gregg Allman, os guitarristas Duane Allman e Dickey Betts, o baixista Berry Oakley, e os bateristas Jai Johanny Johanson e Butch Trucks.


Pouco antes da morte de Duane e Berry Oakley, eles realizaram alguns concertos antológicos nos auditórios Fillmore, de propriedade do notório empresário musical Bill Graham, que hoje possui um site com todo o seu acervo disponível de graça para ouvir. Tais concertos entraram para a história e fizeram dos Allman Brothers uma lenda pelo seu poder de improviso no palco, tocando músicas por mais de 20 min.


O álbum em questão é o “Live at Fillmore”, gravado ao vivo no auditório Fillmore East, em Nova York, nos dias 12 e 13 de Março de 1971, e lançado no mesmo ano. Foi considerado um dos melhores álbuns ao vivo da história, apareceu em 49º lugar na lista dos 500 melhores discos de rock de todos os tempos da revista Rolling Stone e chegou ao 13º posto dos mais vendidos na parada Billboard. Destaque para as músicas "Whipping Post", um tour de force improvisado de 20 min., e "Hot ‘Lanta", um instrumental em que se percebe bem as duas baterias trabalhando juntas.


Dizem que “tudo o que é bom, dura pouco”, e infelizmente foi o que aconteceu com os Allman Brothers. A banda estava em alta por conta do álbum ao vivo em Fillmore, lançado em Julho de 1971. Em Outubro, Duane morre em um acidente de moto, e em Novembro do ano seguinte, o baixista Berry Oakley também morre da mesma maneira, apenas a 3 blocos de distância de onde Duane perdera a vida.
A banda continuou em frente com diversos membros diferentes, Warren Haynes vocalista e guitarrista do Govt’ Mule, e Derek Trucks, garoto prodígio da guitarra, sobrinho do baterista Butch Trucks.



Curiosidade


A banda nunca gostou de ser fotografada, e curiosamente na capa do Album todos estão sorrindo alegremente. O motivo: no meio da sessão, Duane avistou um amigo que era também dealer, pegou um punhado de Cannabis e o escondeu entre as pernas, o que fez toda a banda gargalhar.



TRACK – LIST



Lado A
1 – Statesboro Blues
2 – Done Somebody Wrong
3 – Stormy Monday

Lado B
4 – You Don’t love Me

Lado C
5 – Hot ‘Lanta
6 – In Memory of Elizabeth Reed

Lado D
7 – Whipping Post

Sugestão de Playlist
1 – Herbie Hancock - Hang Up Your Hangs Ups

2 – Art Blakey and The Jazz Messengers - Dat Dere
3 – Fela Kuti - Zombie
4 – George Harrison - Isn’t It a Pity?
5 – The Allman Brothers Band - Black Hearted Woman

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

With a Little Help From My Friends

Edit: Recebi reclamações e ameaças quanto à disponibilização do link deste álbum. Apesar do Termo de Responsabilidade constar logo abaixo na página, prefiro evitar problemas, deixando apenas a sugestão a quem desejar procurar. Pela Internet é bem fácil de encontrarmos esse álbum. Fica a critério do ouvinte baixar ou não.

Greetings Earthlings,

Quem não se lembra da abertura abaixo?




Para os nascidos na década de 80, ou anteriores a ela, The Wonder Years foi um marco. Além dos episódios excelentes, muitos de nós ouviram With a Little Help from My Friends pela primeira vez na abertura da série, sem sequer imaginar que aquela música era dos Beatles, ou quem diabos era Joe Cocker. Mas quem assistiu depois a videos do Woodstock, sabe com toda certeza dizer quem é Joe Cocker. É aquele cara cabeludo, espalhafatoso, com um timbre de voz singular, que vivia tendo espasmos delirantes no palco.

Pois bem. Em abril de 1969, ele lançaria o lendário With a Little Help From My Friends, também seu debut álbum, para atingir estrondoso sucesso e garantir seu bilhete de ida ao Woodstock, em agosto daquele mesmo ano. É deste disco que falamos hoje.

Com uma atmosfera otimista, o álbum é quase uma antologia de covers bem sucedidos de Cocker. Além da faixa título, temos Don't let me be misunderstood (mais conhecida pela versão dos Animals), Feelin' allright (de Dave Mason), I Shall Be Released e Just Like a Woman (ambas de autoria de Bob Dylan).

Mas não só de covers vive Joe Cocker. Change in Louise, Marjorine e Sandpaper Cadillac são alguns exemplos de composições suas, regadas de teclados enérgicos, riffs de guitarra marotos e é claro, os melhores backing vocals da praça, liderados pela inconfundível voz do gigante cabeludo.

Logo na primeira audição, garanto que o ouvinte esboçará um sorriso em função do clima do álbum, que por sinal é muito coeso. Na minha humilde opinião, é um disco que nos faz sentir melhor, e aplicável em qualquer situação, prefencialmente em doses cavalares. É também um excelente acepipe para degustarmos a obra posterior do velho Joe, que corre o risco de ser contemplada por aqui em breve.

Abracas!

Sugestão de Playlist:
1. Joe Cocker - Change in Louise
2. John Frusciante - The Will to Death
3. Devendra Banhart - Rose
4. Elis Regina - Atrás da Porta
5. Queens of The Stone Age - God is on the Radio