quarta-feira, 22 de outubro de 2008

With a Little Help From My Friends

Edit: Recebi reclamações e ameaças quanto à disponibilização do link deste álbum. Apesar do Termo de Responsabilidade constar logo abaixo na página, prefiro evitar problemas, deixando apenas a sugestão a quem desejar procurar. Pela Internet é bem fácil de encontrarmos esse álbum. Fica a critério do ouvinte baixar ou não.

Greetings Earthlings,

Quem não se lembra da abertura abaixo?




Para os nascidos na década de 80, ou anteriores a ela, The Wonder Years foi um marco. Além dos episódios excelentes, muitos de nós ouviram With a Little Help from My Friends pela primeira vez na abertura da série, sem sequer imaginar que aquela música era dos Beatles, ou quem diabos era Joe Cocker. Mas quem assistiu depois a videos do Woodstock, sabe com toda certeza dizer quem é Joe Cocker. É aquele cara cabeludo, espalhafatoso, com um timbre de voz singular, que vivia tendo espasmos delirantes no palco.

Pois bem. Em abril de 1969, ele lançaria o lendário With a Little Help From My Friends, também seu debut álbum, para atingir estrondoso sucesso e garantir seu bilhete de ida ao Woodstock, em agosto daquele mesmo ano. É deste disco que falamos hoje.

Com uma atmosfera otimista, o álbum é quase uma antologia de covers bem sucedidos de Cocker. Além da faixa título, temos Don't let me be misunderstood (mais conhecida pela versão dos Animals), Feelin' allright (de Dave Mason), I Shall Be Released e Just Like a Woman (ambas de autoria de Bob Dylan).

Mas não só de covers vive Joe Cocker. Change in Louise, Marjorine e Sandpaper Cadillac são alguns exemplos de composições suas, regadas de teclados enérgicos, riffs de guitarra marotos e é claro, os melhores backing vocals da praça, liderados pela inconfundível voz do gigante cabeludo.

Logo na primeira audição, garanto que o ouvinte esboçará um sorriso em função do clima do álbum, que por sinal é muito coeso. Na minha humilde opinião, é um disco que nos faz sentir melhor, e aplicável em qualquer situação, prefencialmente em doses cavalares. É também um excelente acepipe para degustarmos a obra posterior do velho Joe, que corre o risco de ser contemplada por aqui em breve.

Abracas!

Sugestão de Playlist:
1. Joe Cocker - Change in Louise
2. John Frusciante - The Will to Death
3. Devendra Banhart - Rose
4. Elis Regina - Atrás da Porta
5. Queens of The Stone Age - God is on the Radio

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cornerstone Roots

Postagem rápida. Um sopro de vida nesse blog moribundo. Especial pro Magrão.

Para aqueles que apreciam Reggae e Dub, apresento-lhes uma pedrada. Banda Neo-Zelandesa, formada em Raglan, no ano de 2001. O Cornerstone Roots faz um som autoral de excelente qualidade, somando pesados riffs de baixo, com letras engajadas e uma sessão rítmica bem entrosada. Apesar de ser Roots, a pegada difere do Reggae Roots que encontramos por aqui (sem juízo de valor para qualquer um dos dois).


Enfim, banda boa, e um bom som pra sair da rotina. Posto aqui principalmente pela dificuldade de encontrarmos material pela web. Sendo assim, disponibilizo o álbum mais recente (Free Yourself, de 2007) e parte do seu antecessor (Soul Revolution, 2003), já que não consegui baixar tudo.

Pra mais informações, visite o site dos caras, assim como o myspace.

Download - Cornerstone Roots - Soul Revolution (2003) (Incompleto)

Download - Cornerstone Roots - Free Yourself (2007)

Abraço!

Sugestão de Playlist:

1. Cornerstone Roots – Wake Up
2. Joe Cocker – Feeling Allright
3. Jimmy Eat World – Get it Faster
4. Marcelo Camelo – Janta
5. Sérgio Mendes – Eu tô voltando

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Adeus, Rick



Londres, 28 de Julho de 1943 — Londres, 15 de Setembro de 2008

Morreu ontem um dos principais ícones do rock progressivo, e um dos fundadores do Pink Floyd, o cantor, compositor e tecladista, Richard Wright. Aos 65 anos, ele não resistiu à uma breve luta contra o câncer, conforme nota emitida pelo seu porta-voz. Em respeito à família e aos amigos, nenhum detalhe adicional foi dado, fazendo jus ao mais low-profile dos integrantes do Pink Floyd.

De fato, Wright sempre foi mais tímido sob o olhar dos holofotes, se comparado ao resto da banda. Fato natural, uma vez que a maioria das composições da banda provinha de Waters ou de Gilmour. Encontramos ainda precedentes, se comparamos a história do Floyd à dos Beatles. 

Engana-se, porém, que lhe atribui menor importância. Wright desde o início teve participação ativa nas composições e arranjos, e sem dúvida sua maneira de tocar e sua sensibilidade musical deram ao Pink Floyd uma marca original. Tornou-se também um dos principais parceiros musicais de Gilmour, mesmo quando a banda começava a sucumbir à Ego-trip de Waters em The Wall.  E quando enfim o Floyd se rendeu a esse capricho de Waters, Wright foi afastado da banda, participando apenas da turnê do álbum. Voltaria com a saída de Waters, na gravação de A Momentary Lapse of Reason e a partir daí contribuiria até as últimas composições do Floyd, em Division Bell. 

No período em que esteve afastado, agrupou-se com outros músicos e montou o Zee. Também gravou 2 álbuns solo ao longo de sua carreira: Wet Dream (1978) e Broken China (1996).  Não cabe aqui citar cada uma de suas composições, pois seria impossível enumerar suas contribuições tanto para o Pink Floyd, como para outros músicos.

Wright pode não ter sido o mais polêmico ou comunicativo dos membros da banda, mas foi sem dúvida um componente essencial no que se configurou como a alma do Pink Floyd. Mais do que isso, foi um homem gentil e sensato, que deixará para sempre uma lacuna nos corações de seus fãs, mas também sua memória viva.

O 115 dB deixa essa pequena nota como uma homenagem a um dos grandes ícones da música, que hoje habita um lugar melhor, e que com toda certeza, incendeia agora aquele Great Gig in the Sky. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Gente bronzeada

Resumo rápido e extremamente impreciso


Os Novos Baianos são fruto da musicalidade e das relações sociais internas da Tropicália. No meio da Geléia Geral que foi o movimento, Moraes Moreira topou com Luiz Galvão, por intermédio de Tom Zé. Ambos foram introduzidos posteriormente a Paulinho Boca de Cantor e a Baby Consuelo. Por fim, Pepeu Gomes se junta à farra, e estão formados os Novos Baianos, que contavam ainda com Jorginho na bateria e Dadi no baixo.

Em 1970 lançam É Ferro na Boneca como álbum de estréia – na minha humilde opinião, nada especial – para 2 anos depois, catimbarem a cena musical com Acabou Chorare.


O Álbum

Por volta de 1972, João Gilberto, a lenda, visita a banda durante um tempo no Rio, no “4 cômodos” em que se apertavam os integrantes. Lá ele passa sugestões de músicas a serem regravadas e introduz o samba no rol de influências dos garotos. Soma-se a isso a forte influência tropicalista da banda, sobretudo de Gilberto Gil e Caetano Veloso, e têm-se um dos maiores discos brasileiros de todos os tempos.

A recente edição brasileira da Rolling Stone apontou o disco como o número 1 do seu Top 100 discos brasileiros. Pra ser sincero, nunca pensei muito no assunto. Listas são complicadas, são muito pessoais e subjetivas. Não sei se concordo. Além do quê, há muito a ser ouvido ainda. Mas ainda assim, é um álbum foda.

O disco abre "ufânico" com Brasil Pandeiro, versão dos Baianos para composição de Assis Valente. Nota-se a influência de João Gilberto já nas primeiras batidas do violão e na levada do samba. Paulinho, Baby e Moraes Moreira dividem os vocais. Em seguida, Preta Pretinha introduz a bateria ao álbum, que depois é largamente explorada em Tinindo Trincando, juntamente aos primeiros sinais de distorção e da influência Tropicalista.

Seguem-se Swing de Campo Grande, os versos surreais de Acabou Chorare, e Mistério do Planeta, pra depois Baby Consuelo voltar cantando Menina Dança feito moleca. Na sequência, Besta é Tu e Um Bilhete para Didi – essa em especial, é uma das melhores. Toda instrumental, começa como samba-choro, na pegada da Brasileirinha, pra depois revelar a guitarra baiana de Pepeu, apimentada como o quê.

O álbum fecha com um Reprise de Preta Pretinha, e em pouco tempo a audição está concluída, percorridos os curtíssimos 36 minutos de gravação. Fica aquela sensação de que Acabou Chorare podia bem ser um álbum duplo. Nada mal né?

Seria pedir demais pra aquela gente bronzeada fazer um Bis?

Abraço!

Sugestão de Playlist:

1. Novos Baianos - Um bilhete para Didi
2. Caetano Veloso - Nine out of Ten
3. George Harrison - Gone Troppo
4. The Almann Brothers Band - Black Hearted Woman
5. NOFX - Electricity

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Embromando

Stay tuned for the next posts.







Não. Nada terão a ver com estes vídeos.

Sugestão de Playlist:

1. Good Riddance - More Depalma, Less Fellini.
2. Los Hermanos - O Vento.
3. Queens of the Stone age - Leg of Lamb.
4. João Gilberto e Stan Getz - O Grande Amor.
5. Caetano Veloso - Nine out of Ten.