terça-feira, 18 de setembro de 2007

Fresh news from the grocery

Salve!
Trago hoje notícias frescas (talvez nem tanto), que podem interessar a você, visitante frenético dessa presepada, que é esse blog. Notícias de arregalar os olhos e aguçar os ouvidos, diga-se de passagem.

Primeiramente, o anúncio oficial de que o Led Zeppelin irá se reunir para um show em homenagem ao fundador da Atlantic Records, Ahmet Ertegun, em novembro desse ano. Óbviamente, Londres será o palco da apresentação, que reunirá Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e o filho do falecido John Boham, Jason Boham. O "showzinho" está marcado para 13 de novembro e vai custar a bagatela de 125 libras, com compra máxima de 2 ingressos por pessoa. Pra saber mais, entre aqui no site do tributo.

Óbviamente isso traz esperanças de um retorno aos fãs, mas eu particularmente não acredito, assim como não acredito no retorno do Pink Floyd (ainda que todos estejam vivos e sãos). Eles já tocaram juntos no Live 8, mas dividiram-se em Gilmour, Mason e Wright X Waters no show tributo ao Syd Barret. Alguns rumores dizem que vai rolar mais uma reunião, mas nada confirmado.

O que está confirmado, meus amigos, é o show apoteótico e de tamanho reduzido do Propagandhi. Ah sim! Em outubro os canadenses estarão aqui, e eu estarei lá pra ver e bater cabeça. Vão ser 6 shows no Brasil, sendo um deles em São Paulo, no dia 6. O Hangar 110, atualmente interditado por conta de irregularidades relacionadas à lei "Cidade Limpa" (leia-se colar cartazes na rua), irá sediar o show na capital, se Deus quiser! E se não quiser, eu vou pra Santos, no dia 5! Vai ser muita bica na cara, vômito no chão, e progressive-trash-speed-metal-hardcore-ultra-político na cabeça!

Mas voltando ao Pink Floyd, já diria Raul Seixas que "Quem não tem colírio, usa óculos escuro. Quem não tem filé, come pão e osso duro". Digo isso pois o Australian Pink Floyd sim, o cover mais fiel do mundo, confirmou show no Brasil. Coincidentemente, o show de São Paulo cairá no dia 5 de Outubro. Pra quem tiver oportunidade (e cacife), deve ser um puta show, com direito a efeitos especiais, timbres de guitarra aveludados e música lisérgica.

E por fim, pra fazer um jabazinho, peço a você que dê uma mão pra uma banda de colegas, o Dilei. Eles estão participando do Festival Mente Aberta e estão entre os 12 finalistas. Tudo que você precisa fazer é entrar no site (clicando aqui) e clicar no segundo vídeo da esquerda para a direita, na parte superior. Depois de votar, basta confirmar o seu voto através de um e-mail que chegará na sua caixa de entrada. E pronto. Ai você pode aproveitar pra ver o vídeo e se quiser, baixar o CD no próprio site dos caras. Eu já baixei, mas ainda não ouvi.

E é isso ai. Volto qualquer hora com mais música pra cabeça. Abraço!

Sugestão de playlist

1. Lenine - Hoje eu quero sair só

2. Propagandhi - A Speculative Fiction

3. Fu Manchu - Mongoose

4. Cidadão Instigado - O pinto de peitos

5. Led Zeppelin - Since I've been loving you

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Os bichos estão à solta!

Aproveitando a nossa nova lesma de estimação...
Saudações, amigos leitores!
Trago água para os que tem sede de rock. Acompanhada de letras pesadas e agressivas (mas totalmente direcionadas...), maravilhosas melodias de guitarra e um teclado matador. Estou me referindo ao “ANIMALS”, um dos meus álbuns favoritos, da minha banda favorita, o Pink Floyd.

Animals (de 1977), é um álbum conceito, baseado no livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell, que fala sobre a tomada de poder numa fazenda através de uma rebelião comandada pelos animais.

Nas três músicas principais do disco, todas elas com mais de 10 minutos, Roger Waters compara os humanos a cada uma das três espécies de animais: cães, porcos e carneiros. Os cães são usados para representar os homens de negócios megalomaníacos que acabam por serem atingidos pela própria pedra que atiraram; os porcos representam os políticos corruptos; e os carneiros, que sem consciência, seguem um líder cegamente.

O álbum começa com a suave “Pigs on the wing (Part 1)”, uma canção de amor que Waters compôs para sua esposa Carolyn. O romantismo de Waters dura pouco mais de um minuto, até que, vai subindo baixinho um violão. Começa “Dogs”. Acordes lindos e teclado psicodélico. O vocal de Gilmour começa suave, apesar da letra agressiva (ensinando os passos para se ganhar a confiança de uma pessoa, e traí-la depois), e progressivamente se torna raivoso. A música se desenrola em um lindo solo de guitarra e teclado, e é devolvida ao vocal de Gilmour, mais gritado e sarcástico, chegando ao momento mais “viajante”, onde o teclado de Wright nos leva pra outra dimensão. Aos poucos ela retoma sua forma, e dessa vez Waters assume o vocal. A ironia e a raiva dominam sua voz. As criticas vão ficando mais pesadas, passam por um outro solo em dueto, até que chegam ao final, com Waters disparando verdades contra os homens de negócio.

Em seguida, inicia-se “Pigs (Three Different Ones)”, talvez a letra mais direcionada do álbum, metendo o pau nos políticos ingleses (com referências diretas a Margaret Thatcher e a Mary Whitehouse). A linha de baixo marcante, a guitarra funkeada, e o toque do cowbell de Nick Mason dão as pinceladas mestras. Mas não acaba por ai, pois em seguida vem um dos melhores solos de Gilmour, acrescido do psicodélico Vocoder. Na minha humilde opinião a melhor faixa do álbum.

Passarinhos anunciam o final de Pigs, e o teclado inebriante de Wright toma conta do ambiente. O baixo vem subindo de volume, entra a bateria e... Insanidade... é o que define Waters em “Sheep”. O cara tá completamente louco! A guitarra de Gilmour dá o peso, o teclado dá a psicodelia, e a cozinha mantém o que sobra da ordem. Mais dez minutos de quebradeira, e enfim “Pigs on the wing (Part 2)” nos conduz ao fim de tudo. A mensagem de Pigs on the Wing é que, enquanto duas pessoas se amarem, pode viver livres dos males referidos nas três musicas principais do disco.

Nota 6 pra ele (vide tabela 115db). Um disco que todas as pessoas do mundo deveriam ter em casa.

Download - Pink Floyd - Animals

Boa viagem!

Sugestão de playlist:
A) Pink Floyd - Sorrow
B) Frank Zappa - Peaches En Regalia
C) CKY - Shock And Terror
D) Sheavy - What's Up Mr. Zero?
E) Motörhead - In The Name Of Tragedy

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Múltiplas impressões

Após longa pausa, cá estou!

Antes de tudo, mudei novamente vez as cores, como você pode perceber. Nosso blog tá em crise existencial. Além disso, inauguro hoje o rankeamento dos discos que postarmos aqui, como você pode ver à sua direita.

Tenho ouvido muitas coisas novas. E quando digo novas, estou me referindo a mim, pois tem muita coisa datada de 76 pra baixo. Lembro que no último post eu disse que tava com um monte de coisa na HD que precisava ouvir. De lá pra cá, o volume de música quase dobrou por aqui, e eu não tive muito tempo de ouvir tudo direito. Do que ouvi, ai vão minhas impressões:

    1. Na Pressão (Lenine) - Puta Som! O cara é conhecido pelo seu estilo percurssivo, misturando o Maracatu com um toque de eletrônico, o sotaque carregado, letras inteligentes e um tempero de MPB. O resultado é um Acarajé de Baiana, feita na Avenida paulista com farinha do Recife. O disco é mais velhinho, e por isso já tratei de baixar o Acústico da MTV, pra conhecer melhor o conjunto da obra. Nota 5 pra ele!

    Download - Lenine - Na Pressão (1999)

    2. Homem Espuma (Mombojó) - A minha expectativa pra essa disco era bem grande. Já tinha ouvido falar bastante da banda, mas não conhecia. Pra ser sincero fiquei um pouco decepcionado. É claro que eu não sentei pra ouvir direito, então a situação pode ser revertida. Sem dúvida os caras fazem música elaborada, tem uma banda grande, vários instrumentos, mas o som não mexeu comigo. Pra quem quiser tirar suas próprias conclusões, o site dos caras disponibiliza o download gratuito dos CD's. Nota 3 pros Mombolíticos.

    Download - Mombojó - Homem Espuma

    Parte 1

    Parte 2

    3. Grandes Sucessos (Doces Bárbaros) - Peguei esse CD achando que era um daqueles "Intensivão Doces Bárbaros", só com as melhores. Na verdade é um lançamento de 2002 que o Pão de Açúcar fez, junto com o "Pão Music", que é um festival anual homenageando diversos artistas. Enfim, tem Caetano, tem Bethânia, tem Gil e tem Gal. Mas eles não estão juntos. Mesmo assim tem coisas excelentes nele, como Tigresa, Negue, Azul e a versão do Gil de Maracatu atômico. Por isso, nota 5 pros Docinhos.

    Download - Doces Bárbaros - Grandes Sucessos (Pão Music)

    Parte 1

    Parte 2

    4. The Frankfurt Ópera Concert (Baden Powell) - Baixei este no dia do meu aniversário, mas não consegui ouvir muito. Mesmo assim, Baden é Baden, e música instrumental de qualidade é coisa rara hoje em dia. Prometo ouvir melhor e contar o que acho. Pros violonistas de plantão, é um prato cheio. Pra não ser injusto, não vou rankear esse aqui.

    Download - Baden Powell - The Frankfurt Opera Concert

    Parte 1

    Parte 2

    5. Acústico MTV (Lobão) - Eu fiquei com vergonha de ter baixado esse aqui no dia que eu postei, mas achei que seria interessante. Triste surpresa. Não gostei não. Não sei se é o fato de achar o Lobão um hipócrita, mas não desceu não. Achei que o jeito dele de cantar força a barra, o repertório meio capenga e ainda por cima li em algum lugar que ele usou muito playback. Ora, faça me o favor rapaz! Pra não dizer que é uma merda, duas músicas se salvam: El Desdichado II e Décadance avec Élégance. E só. Por essas e outras que a nota é 2. Ruinzinho mermo!

    Download - Lobão - Acústico MTV (2007)

    Parte 1

    Parte 2

Fora esses de cima, baixei mais uma paulada de coisas. Só pra fazer inveja:

  • Caetano Veloso - Transa >> O lendário disco em Inglês de Caetano

  • Lenine - Acústico MTV >> Pra continuar escutando o Velho Pernambucano.

  • Mutantes - Tudo Foi Feito pelo Sol >> Já falei de um som desse CD aqui. Ferrite, me aguarde!

  • Novos Baianos - Acabou Chorare e É ferro na Boneca >> O primeiro deles já ouvi (sugestão do Tadashi), e acabei querendo ouvir mais.

  • Cidadão Instigado - O Ciclo da Dê.cadência >> Primeiro álbum dos rapazes.

  • Júnio Barreto - Júnio Barreto >> Sugestão da Déa, foi uma puta surpresa. Somzaço!

  • Mombojó - Nadadenovo >> Vou tentar gostar de Mombojó.

  • Supercordas - Seres Verdes Ao Redor >> Rock setentista-progressivo-lisérgico da gema Carioca!

E não bastasse isso, ainda não falei do Eric Clapton e J.J Cale - The Road to Escondido. Dá-lhe música na cabeça. Vou ouvindo e postando, sem pressa, e com o apoio do Spock. E também to com um projeto de criar uma HD na internet, com tudo que já postamos aqui. Mas tem tempo ainda. Abraço nas crianças!

Sugestão de playlist:

I.Janis Joplin - Try (just a little bit harder)

II.Júnio Barreto - Qual é mago

III.Novos Baianos - Tinindo

IV.Pink Floyd - Have a Cigar

V.Propagandhi - Purina Hall of Fame

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Rock, blues e diversão

Saudações vulcânicas. É um prazer estar de volta!

Diversão!
Essa é uma das definições sobre o Rock que em que eu não pensava há algum tempo. Mas foi ela que me veio na cabeça no momento em que eu dei o play na minha mais nova aquisição! “From Beale Street To Oblivion”, oitavo disco do quarteto de Maryland, CLUTCH, mistura rock, blues e Hammonds com levadas marcantes e letras engraçadas. Os riffs de guitarra de Tim Sult lembram Billy Gibbons (do ZZ Top) e os vocais de Neil Fallon continuam agressivos como nos discos anteriores, apesar desse disco ser o mais bluesy de todos.
O disco começa com a poderosa You can’t stop progress”, e já mostra qual é a pegada do disco; Power player a faixa seguinte continua na mesma linha, mas com a letra mais critica; The devil and me” faz com que você se sinta dirigindo numa estrada, sem destino...; “White’s Ferry”, na minha opinião o primeiro ponto de destaque do álbum, tem uma levada mais lenta, mas chegando no refrão ela mostra quem é de verdade, com uma harmonia linda; Child of the city”, um riff que fica na cabeça por horas, com umas levadas em contra-tempo e o Hammond bombando; Electric worry”, o segundo ponto de destaque. É a faixa mais blues do álbum e é praticamente uma homenagem ao ZZ Top, pois o riff poderia ser facilmente confundido por um de Gibbons;
Na seqüência, uma regravação da clássica One eye dollar”, com algumas alterações na letra e adrenalina pura; Rapture of Riddley Walker, mais um riff que fica na cabeça a semana toda, com vocais altos e efeitos viajantes de guitarra; When vegans attack”, começa com um solo a lá Creedence e mantém a levada rock/blues até o fim; Opossum minister”, um pouco crua na produção, mas longe de ser uma faixa ruim;Black Umbrella”, levada blues, dessa vez com a ajuda de um slide e uma gaita, tocada por Eric Oblander, do Five Horse Johnson; Mr. Shinny Caddylackness”, o terceiro ponto de destaque do álbum e também a faixa que fecha o disco. Começa com o baixo subindo junto com o Hammond e um vocal ‘meio hip-hop’, mas se transforma em uma das melhores do disco, com direito a um solo de gaita junto com os de guitarra.
Um puta disco! Um dos melhores da safra de 2007.

Vale a pena conferir.

-- Long Live Rock ‘N’ Roll --

Sugestão de Playlist:

SheavyElectric Sleep

DozerBlack Light Revolution

Corrosion Of ConformityAlbatross

Karma To BurnOne

CKY – Escape From Hellview

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O cidadão imperial e a Orquestra Instigada

Saudações, conterrâneos.

Nessa minha saga em busca de boa música tenho encontrado muita coisa interessante, apesar das pedras no caminho. Este vídeo do link, por exemplo, é muito deprimente. Quase boicotei a Coca-cola depois dessa idéia imbecil. Mas ao contrário do que eu pensava (graças a Deus) o Brasil tem muita coisa boa que tem sido marginalizada, por não atender os requisitos de comercialização em massa. E eu até prefiro que fique assim, pra que a grana não suba à cabeça dos caras. Cito dois casos aqui:

O primeiro deles é o Cidadão Instigado.

Esbarrei no segundo disco deles (E o Método Tufo de Experiências) meio que por acaso, mas gostei bastante do que ouvi. De fato são experiências, das mais mirabolantes. Um apanhado de música regional, sotaque carregado, zunidos eletrônicos, acompanhados de bons riffs de guitarra. As letras tratam dos mais variados temas, desde O tempo, preconceito até o Pinto de peitos. Destaque para Os urubus só pensam em te comer. A primeira impressão é de estranhamento, mas pouco a pouco, você terá vontade de acolher este cidadão instigado. E não deixará de pensar: "Esse Fernando Catatau é louco". Provavelmente sim.

O texto que me instigou a escutar o álbum está contido nesse link aqui.

Download - Cidadão Instigado - E o Método Tufo de Experiências.

Parte 1

Parte 2

Seguindo pelo caminho alternativo, cruzei com a Orquestra Imperial. Já tinha ouvido falar do projeto, mas nunca tinha escutado. Trata-se de uma Big Band (são 19 membros), formada por diversos ícones da música brasileira contemporânea, alguns deles bem conhecidos, outros nem tanto. Talvez a figura mais conhecida seja o Rodrigo Amarante (Los Hermanos), ou quem sabe o Kassin (produtor musical, baixista, etc.).

O fato é que em Carnaval só no ano que vem, primeiro álbum deles, a orquestra leva um som suave. Suave, porém, não significa vazio. É bem tranquilo, levadinhas de samba, um pouquinho de suingue, e uma boa variedade de vocalistas. Sabe aquela música que dá vontade de mastigar? Pois é, pra mim essa é a melhor definição. Quando você menos percebe, está mordendo um trompete, ou quem sabe engolindo o contra-baixo. E isso é bom. O link você encontra aqui, e os créditos são do Som Barato, é claro.
Como você pode ver, tenho ouvido muita música brasileira. Na minha HD estão alguns discos como:
- Lenine - Na Pressão
- Mombojó - Homem Espuma
- Doces Bárbaros - Grandes sucessos
- Baden Powell - The Frankfurt Opera Concert
- Cidadão instigado - O Ciclo da dê.Cadência
- Lobão - Acústico MTV
Fora isso, ainda prometi a mim mesmo escrever sobre Clapton e J.J Cale Juntos. Como você pode ver, tem muita lição de casa, por isso fico aqui. Valeu por ler, e comente ai, bichinho!
Sugestão de playlist:
1 - Cidadão instigado - O pobre dos dentes de ouro
2 - Chico Buarque - Hino de Duran
3 - Yes - Heart of The Sunrise
4 - AC/DC - Back in Black
5 - Os Mutantes - Saravá