quinta-feira, 15 de março de 2007

Iniciativa Alternativa

- Iniciativa Alternativa -

- - Iniciativa Alter Nativa - -

- - - Iniciativa Alter na Ativa - - -

- - - - Inicia ativa a Alternativa - - - -

Isso mesmo, é sobre isso que eu vou falar hoje.
Outro dia um amigo sugeriu que eu postasse alguma coisa sobre o Teatro Mágico. Conhecia só de nome, mas fui lá bisbilhotar no Emule pra ver o que eu achava. Achei um arquivo com uma penca de coisas. Algumas sem o nome do disco, outras que pareciam demos, gravações ao vivo, e algumas coisas recentes, acredito.

Comecei a ouvir e até gostei do som. Letras muito, mas muito interessantes também. Aí comecei a pensar: "Ora, o teatro mágico não é apenas uma banda, é um espetáculo. É teatro e música. As duas coisas juntas." E então percebi que seria no mínimo injusto falar sobre o Teatro Mágico sem ao menos conhecer o espetáculo. Estaria perdendo a metade da coisa se falasse apenas sobre a música. É como não conhecer da missa a metade e ainda por cima querer ensinar o padre a rezar.
Tenho certeza que Fernando Anitelli e seus capangas dão um belo de um show. Nunca ouvi uma crítica ruim sobre o espetáculo, mas ainda não tenho uma opinião formada. Sendo assim, proponho a você, caro internauta, uma outra discussão.

Sou natural de Mogi das Cruzes, 50 Km de são Paulo, uma das cidades que integra a região da grande Itaquaquecetuba. Foi lá que participei de bandas e comecei a acompanhar o cenário musical. Por lá, tem surgido muita coisa interessante sobre música, principalmente na cena alternativa. Eu digo alternativa porquê tem surgido bandas que não tocam Axé, Pagode e Funk. É claro que existem bandas destes gêneros por lá, afinal, erva daninha tem em todo lugar. Mas as bandas que eu vejo por lá tocam Rock com erre maiúsculo. O bom rock n' roll com umas pitadas de influências diversas. Peço licença aos integrantes das bandas pra citar alguns exemplos, como o Mentecapto, do meu saudoso amigo Resek, o Motocontínuo, e o Hierofante Púrpura, com ex-integrantes do FUD.
O Mentecapto toca o que parece pra mim um bossa-Rock-Hype-sei-lá-oque de ótima qualidade com riffs de guitarra pouco usuais. Eu sei que é uma merda rotular sons, só ouvindo pra saber mesmo. Já o Motocontínuo tem uma pegada mais agressiva, visceral, lembrando um pouco Queens of the Stone age, com um tecladinho inebriante que entra no cérebro rapidamente. E o Hierofante tem um som suave e lisérgico ao mesmo tempo, com coros de voz contagiantes.
Esse assunto me veio à cabeça porque outro dia eu recebi um e-mail de um cara chamado Tuca Araújo, que viu minha página no Trama Virtual e me indicou o som dele. O cara faz um som instrumental e toca todos os instrumentos que aparecem nas músicas. Ele está inclusive lançando um álbum com essas músicas, que é excelente. Por motivos óbvios eu não vou dar o endereço da minha página aqui, mas se você quiser conhecer o trabalho dele clique aqui.
E aproveitando, vou puxar a sardinha pra um sonzinho caseiro que eu gravei um dia desses, uma composição em parceira com o já citado Resek. Basta clicar aqui para baixar.
Vou ficando por aqui, lembrando que o som alternativo é a saída, o caminho da salvação contra todas as tentações que a indústria fonográfica tenta nos oferecer. Alías, lembrei de uma atrocidade que ouvi outro dia. Acreditem ou não, mas a Avril Lavigne, aquela pirralha metida a rebelde, gravou uma música com palavras em Português. Ela agora canta a música "Girlfriend" jurando que quer ser sua namorrrrrada. Clique aqui e chore.
Abraço!
Sugestão de Playlist Alternativo (Clique nos links pra baixar e ouvir)

Mentecapto - Vulgo Mentecapto
Motocontínuo - O dia da partida
Hierofante Púrpura - Muleta de Espinhos
Tuca Araújo - Choro para Bach

sexta-feira, 9 de março de 2007

Meme - Jorginho Bush

Good Morning, Good Morning,
Nesta manhã ilustre recebi um convite para participar de um Meme. Provavelmente agora você deve estar se perguntando duas coisas. A primeira delas é: Meme? Meme. Aprendi hoje cedo o que é. De acordo com o dicionário V. Marianus:

Meme,

do Inglês. Meme
s.f - Um blogger chama outro para postar sobre um tema. Como uma corrente de visões sobre um determinado assunto. A abordagem deve ser a original do blog, para que dê identidade a discussão.

Na realidade, o termo foi concebido pelo cientista Richard Dawkins, que se referia a "uma unidade de informação cultural transferível de um cérebro para outro". Sendo assim, um post pode muito bem ser um meme que gerará muitos outros memes, como é o real intuito da coisa.

Mas voltando às suas indagações. Sua segunda pergunta deve ser "porquê manhã ilustre?". Bom, como você bem deve saber, hoje estou compartilhando o terreno da minha cidade com ninguém menos do presidente dos United States of America. O mito, o justiceiro, o piedoso, o intragável George W. Bush, e junto com ele sua comitiva de comedores de bacon. É justamente esse o tema do meme.

George Bush veio ao Brasil fazer nada. Talvez discutir um bocadinho sobre Etanol, não reduzir nenhuma taxa, trocar babaquices com nosso presidente e fazer frente contra Evo Morales. No mais, ele só veio atrapalhar. Como disse José Simão, Bush veio ao Brasil discutir o álcool e já engarrafou São Paulo.

Mas aqui a abordagem vai ser outra. Aproveitando o formato musical do blog, lembrei-me do NOFX, banda Californiana de Punk Rock, que ocupa um lugar na vanguarda dos opositores do governo Bush. O NOFX tem lançado álbuns carregados de críticas ao presidente Norte-americano, além de ter criado a camiseta "Not My President" como uma resposta ao fenômeno mundial de "antiamericanismo", ainda mais acentuado durante o governo Bush e suas "intervenções humanitárias". A banda também organizou o site Punkvoter e a coletânea Rock Against Bush, que deu origem à turnê homônima. Ou seja, os caras são uma pedra no sapato de couro de jacaré do Jorginho.

Apesar das enormes diferenças financeiras, militares, tecnológicas, etc, os Estados Unidos têm algumas coisas em comum com o Brasil. Eles têm um presidente tão ou mais imbecil que o nosso, e um povo ignorante o suficiente para reeleger esse presidente, como acontece aqui no Brasil. Por outro lado, eles têm alguns poucos indivíduos que se preocupam com o rumo da nação, e fazem alguma coisa a respeito, ao contrário dos brasileiros, que só reclamam.
Ficam então duas lições pra você. Primeiro, ouça NOFX e preste atenção nas letras. Segundo, você pode sim fazer alguma coisa. É só tomar a iniciativa. Leve essa visita do Bush como um convite à ação. Ou você quer ver mais gente fuder com o Brasil, como fez o Morales, e ainda vai fazer o Bush?

Obs: Eu fui convidado para esse meme pelo Vini, que por sua vez foi convidado pelo Ourinhos. Ainda pretendo convidar o Polas e o Ferrite. Mas tem textos de muita gente, como do
Caio Casseb, Pai Simão (o Mineiro), Guilherme Tomé, Sté Fernandes, Vincent e Drudi, que eu ainda não li e você também podia ler.

Abraço!

Sugestão de Playlist:

Jeff Beck - Black Cat Moan

NOFX - You Will Lose Faith

Ira! - Bebendo Vinho

John Lennon - Give Peace a Chance

Motocontínuo - O dia da Partida (você vai achar no Purevolume)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Pra não dizer que não falei das bundas...

Saudações!


É com grande prazer que volto a postar aqui minhas percepções pessoais, inúteis e infundadas, depois de uma pausa considerável, tradicional dos nossos carnavais. No Brasil, o ano começa em março, praticamente. Mas estamos ai, revigorados, contentes e já esquecidos das atrocidades que vem assolando nossa terra tropical. Você, de novo você, não sentiu a mínima falta do meu blog, mas só o fato de estar aí desse lado já conta pontos pra mim. Mas vamos às pautas.
Roger Waters vem ai, trazendo com ele o lado escuro da lua. No Rio de Janeiro, o show será na praça da Apoteose. Já em São Paulo, será no Estádio do Morumbi, e a apoteose fica por conta dos espectadores. Dia 24 de março estarei lá, atento, longínquo e bem acompanhado, no setor laranja. Não perco por esperar!
E o carnaval esteve ai, recheado de sambas enredos, axés, arrastões e bundas. E por falar em bunda, lembrei me de um fato, acontecido no Rock in Rio de 2001. Eu nunca havia ouvido falar em Queens of the Stone Age, mas vi na tela da TV a bunda branca do ex-baixista da banda, Nick Oliveri, que tocava naquele momento. Pouco depois do fim do show, já de pantalonas, o indivíduo foi detido pela polícia, sob a acusação de atentado ao pudor. Acuado, o "réu" alegou que achava que isso era normal no Brasil, já que havia visto videos do nosso carnaval brasileiro, onde bunda é mato.

Que belo exemplo, hein, Brasil? Lá fora, todo mundo acha que o Brasil é uma putaria, habitado por macacos, traficantes e presidentes alcóolatras. Parte disso é verdade, mas ninguém leva o Brasil a sério, nem mesmo os brasileiros. Somos todos filhos bastardos de uma pátria prostituta.

Mas no mínimo você, sempre você, deve estar pensando: e daí? Bom, além do Brasil ser um mal exemplo, eu lembrei que o fato citado há pouco possui precedentes. Sim, lembra-se dos Red Hot Chilli Peppers? Pois é, o baixista (sempre eles) Flea já tocou diversas vezes em shows da maneira como veio ao mundo - peladão. Novamente: e daí? E daí que hoje eu queria falar sobre as duas bandas (que não formam uma bunda), mas não tinha encontrado nenhuma relação entre elas, a não ser o nome comprido. Pronto.

Na verdade, queria recomendar um álbum de cada uma das bandas.
Do Queens of the Stone Age, eu recomendo o Songs for the Deaf. De gênero indefinível, este disco é excelente, pesado, coeso e conta ainda com a participação de Dave Grohl na gravação das baterias. Um álbum pra se ouvir direto, sem interrupção. De primeira, pode ser um pouco difícil de escutar, mas vale a pena escutar. Principalmente os fraseados de guitarra pouco convencionais, os berros constantes e a bateria martelada. Destacam-se as três primeiras faixas e também "God is on the Radio". Vale a pena, mermão!
Download - Queens of The stone Age - Songs for the Deaf

Já do Red Hot Chilli Peppers, eu recomendo o One Hot Minute. Pra ser sincero, não sou o maior fã dos pimentinhas, mas este disco é indispensável na coleção de qualquer um. Com Dave Navarro no lugar do atual guitarrista John Frusciante, os Chilli Peppers convidam para uma viagem funkadelic, temperada com grooves e muito Rock n' roll. Destaque para "Walkabout", "One Big Mob", "Shallow be thy game" e para o solo insano de Aeroplane. Como diria Montgomery Burns, "Excelente".
Bom, para o seu alívio, eu vou ficando por aqui. Vá correndo baixar esses CDs na internet e divirta-se.
Mas não se esqueça do Brasil não. Faça a sua parte, e não jogue óleo de cozinha nas pias, privadas e esgotos, para não entupí-los.
Abraço!
Sugestão de Playlist:
Orquestra Tabajara - Bésame Mucho
Pink Floyd - Dogs
Elis Regina e Gal Costa - Estrada do Sol
The Beatles - Hey Bulldog
Sublime - Seed

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Mais um grito de socorro

-- Texto de autoria de Gustavo "Spock" Alabarce, em 12/02/07 --
Bom dia, prezado leitor!

Já faz algum tempo que eu venho ensaiando a concretização deste pequeno texto, e é com muito orgulho (e um leve frio na barriga) que agora, no dia do meu aniversário eu sento para escrevê-lo. É uma tarefa árdua escrever um texto decente para integrar esse blog fantástico, sobre a boa música em geral. Mais do que um espaço para as lamentações de uma época que não volta mais, é uma espaço para (juntos?!) começarmos a nos impor neste novo cenário musical do Brasil e do mundo. Como meu irmão já disse, estamos na época do carnaval, com toda aquela música ruim (sou um preconceituoso também), transito nas estradas, e ninguém pensando em mais nada por uma semana! Num mês onde notícias como a de garotos arrastados por carros, prefeitos tendo ataques de raiva, chuvas destruidoras, e (como não poderia faltar o assunto do ano de 2007) aquecimento global, o que o Brasil precisa mesmo é do carnaval, pra relaxar desse começo de ano conturbado.
Mas vamos deixar esse “ataque social” para (quem sabe...) um futuro distante, afinal o intuito desse blog é falar sobre música. Boa música. Música que vive dentro de mim, desde o momento em que minha existência nesse mundo foi confirmada pelo médico, há 25 anos. Sempre vi a música como um instrumento de “libertação”, onde tudo pode ser dito, e o som compreendido num todo. O único problema é esse presente que a música está vivendo. Pessoas que se dizem artistas, escrevendo qualquer tipo de bobagem estão se lançando na mídia como foguetes russos na guerra fria. E a legião de fãs que os segue é assustadora! Para onde será que a boa música (praticada por poucos atualmente) está indo? É por isso que às vezes penso ter nascido na época errada, talvez por não poder mais ver grandes ícones da música em suas performances aclamadas por uma geração, talvez por ter um gosto um pouco mais apurado, ou pelo simples fato de que hoje em dia nada mais se cria, e tudo se copia...

Bom esse texto já está realmente ficando chato, então vou encerrar por aqui. Pretendo voltar, mas isso já é assunto pra outro texto, que estou torcendo para não demorar tanto para ser concretizado.

-- Long Live Rock ‘N’ Roll --
Ass: Gustavo "Spock" Alabarce


Sugestão de Playlist do Spock:

Pink Floyd – Sorrow
Buckethead – Jordan
John Lennon – God
Uriah Heep – Easy Livin’
Tool – Schism

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Todo Carnaval tem seu fim

Bom dia, boa tarde, boa noite...

Depois de quase duas semanas sem postar, aposto que você não sentiu a mínima falta. Tudo bem, tudo bem... O carnaval tá chegando ai, é tempo de folia, marchinhas, cerveja, sol, campanhas contra a AIDS e Axé. Tem Ara Quieto, Asa de águia, Chiclete com banana, merda com estrume, todos juntos agitando o povo! êê beleza! Ninguém merece essa brutalidade, minha gente. Afinal, no carnaval vale quase tudo. Mas essas coisas não valem nunca. É desleal.
O problema do carnaval pra mim sempre foi a música. Não os sambas enredos, que são clássicos, fazem parte da nossa cultura e quase sempre prestam homenagens merecidas a entidades e personagens. Mas o pagode, o funk, o axé e o ranço que eles deixam no ar. A maneira como a nossa festa pagã foi transformada em uma micareta de quase uma semana. Admito que sou preconceituoso quanto a esse tipo de música. Sinceramente não me desce.

Não sou nenhum adorador de carnaval, que acompanha os desfiles das escolas de samba na madrugada ou sai pela rua jogando confete e serpentina. Pra mim, é muito mais um feriado prolongado, uma boa oportunidade pra fazer churrasco, tomar cerveja e descansar. Nesse ponto, imagino que você (se ainda estiver ai) me acha um imbecil. Pode ser. Mas eu acho que o carnaval de antigamente, dos nossos pais, com marchinhas no salão e lança-perfume, era bem mais legal. Sei lá.

Deviam tocar rock n'roll no carnaval. Fazer um megafestival, tipo um woodstock. Ia ser mais divertido e instrutivo. Ou não. Que deixem o carnaval do jeito que está. Os foliões continuam se divertindo de sunga com o funk, axé e pagode, e eu fico com o churrasco e o descanso. E fica tudo igual no Brasil, como sempre foi. O único problema é que depois, o funk, axé e pagode permanecem, mas todo carnaval tem seu fim.

Bom carnaval!

abs

Ps: Spock, parabéns meu velho. Não é todo dia que se faz 30 anos...
Sugestão de Playlist:

- Red Hot Chilli Peppers - Aeroplane
- George Harrison - Let it Down
- Lenine e Elba Ramalho - Lá e Cá
- Fu Manchu - Urethane
- Mutantes - Saravá